jul 9, 2021

Tudo que você precisa saber sobre Noronha

PORQUE DEMORAMOS TANTO PARA IR À NORONHA

Estou no avião voltando para casa e não vejo a hora de compartilhar com vocês os dias incríveis que passamos em Noronha.

Decidimos ir na última hora. Depois de estudarmos as opções, com tantas fronteiras fechadas e com a malha aérea restrita, decidimos ficar no Brasil e investir em um destino que sempre nos encantou, mas que sempre ficou para depois, no meio de tanta oferta internacional.

Nós estávamos empolgados com a ideia de uma semana adults only, a nossa última viagem sem as crianças tinha sido em março de 2020 para o Atacama, no meu aniversário de 40 anos. Além disso, era aniversário de 50 anos do Carlão, marido da Giu, nossos BFF e nossos fiéis companheiros de viagem.

Com 20 dias de antecedência nós fechamos a viagem, o que definitivamente não é aconselhável. Tivemos sorte, a baixa temporada e a pandemia estavam do nosso lado. Conseguimos comprar a passagem com milhas e apesar de termos gastado a quantidade de milhas para uma viagem para a Europa, valeu cada milha. As pousadas já estavam com pouca disponibilidade, mas conseguimos ficar na que queríamos conhecer.

Em resumo, apesar de caro vale cada Real. O cenário é paradisíaco, a natureza é riquíssima, os lugares são charmosos, os moradores são acolhedores e as experiências são incríveis. É uma viagem que não deixa a desejar em nenhum aspecto, comparável a qualquer experiência internacional.  

QUANDO IR

O que eu posso dizer é que este ano talvez seja o melhor ano para visitar Noronha. Os voos ainda estão restritos por causa da pandemia e a ilha tem ficado mais vazia. É exigido RT-PCR para todos os turistas e os moradores adultos já estão quase 100% com a primeira dose da vacina de Covid. Achamos o controle muito bom. Tivemos que apresentar o PCR em Guarulhos, em Recife e na chegada. Além disso há uma amostragem de 30% das pessoas que precisam fazer antes de sair (este é pago pelo governo de Pernambuco).

A melhor época do ano para ir, depende das atividades que você quer fazer. Se você quiser mergulhar, os melhores meses são setembro e outubro, porque o mar é mais calmo e a visibilidade chega a 50 metros; já se quiser surfar, os meses de janeiro e fevereiro tem ondas maiores. Noronha faz calor o ano todo, porém tem a temporada de chuva de março a julho (vale lembrar que se você pegar muita chuva, vai encontrar lama ao invés de ruas de terra).

Nós ficamos 6 noites durante a segunda quinzena de junho e apesar da previsão de chuva, passamos dias ensolarados e de muito calor. A noite rolava uma jaqueta jeans, mais pra cortar o vento do buggy, do que por causa de frio.

IR OU NÃO COM KIDS

Nós acreditamos que todos os destinos sejam feitos para famílias. Claro que é diferente viajar com e sem crianças. Os passeios são diferentes e os horários são outros, mas com um pouco de ajuste e muita paciência dá para levar as crianças a qualquer lugar.

Noronha também é assim. Você deve pensar nas concessões que terá que fazer quando levar uma criança. Vamos aos pontos principais:

A pousada não será a mesma: muitas pousadas não aceitam crianças e a maioria têm quartos que acomodam até 3 pessoas, então se você for como eu e tiver 2 filhos já vai precisar procurar um pouco mais a sua hospedagem. Quartos conjugados também são difíceis de encontrar.

São raros os restaurantes com cardápio infantil. Claro que em todos rola um peixinho com arroz, mas você vai precisar colocar mais uma refeição de adulto no budget.

Carrinho de bebê não circula. A Vila dos Remédios, que é o centrinho é feita de paralelepípedos e uma ladeira imensa. Considere levar um canguru.

Enquanto você estiver mergulhando ou fazendo snorkel onde e com quem estará a criança? Se o seu filho já tiver idade para te acompanhar será muito legal dividir a experiência com ele, mas fico imaginando o Pietro com 9 anos morrendo de medo de mergulhar com tubarões!

E as trilhas? Será que seu filho ou sua filha conseguem te acompanhar nas trilhas ou até mesmo na hora de subir e descer na Praia do Sancho?

Desta primeira vez nós não levamos as crianças, mas não teve um dia que não ficamos com vontade de compartilhar aqueles momentos com eles. Voltamos com o destino na nossa lista de viagem em família.

O VOO

Antes da pandemia era possível voar de São Paulo para Noronha com conexão em Natal ou Recife. Neste momento tem apenas 2 voos diários servindo a ilha: ambos com conexão em Recife, pelas cias Gol e Azul. Entretanto a malha aérea tem mudado muito, fique ligado. Nossa conexão foi bem rápida, não tivemos muito tempo em solo, só deu tempo de ir de uma aeronave para a outra.

DICA: Hoje, segundo regra da Anac, adultos não podem comer a bordo, leve um lanche para comer no portão de embarque durante a conexão ou alimente-se muito bem antes de embarcar.

DICA: Se você viaja com crianças ou pessoas com dificuldade de locomoção considere um voo com maior tempo em solo.

DICA: Não deixe de reservar seu assento: vale a pena pagar pela marcação, a vista é incrível e suas fotos não vão ficar com a asa do avião no meio. O trecho Recife > Fernando de Noronha dá vista para a ilha toda, quando for marcar o assento, peça pela janela do lado esquerdo (coluna A). Na volta também vale a pena: peça pela janela do lado direito (final D).

QUAIS TAXAS PAGAR

Para entrar em Noronha você precisa pagar a Taxa de Preservação Ambiental. O cálculo é feito por dia que você fica na ilha. Você pode efetuar o pagamento online aqui ou no aeroporto. Pague antecipado. É melhor se planejar do que perder tempo com isso quando chegar.

Uma dúvida que todo mundo tem é se precisa pagar também a entrada para o Parque Nacional Marinho. Não é possível circular livremente na ilha sem comprar este ingresso. Várias praias e atrações ficam dentro do parque e certamente você vai acabar gastando com esta taxa quando fizer algum passeio. A compra também pode ser feita online aqui.

Dica: Na entrada das atrações dentro do Parque você pode trocar o QR Code por uma carteirinha e fica mais confortável levar para cima e para baixo. Não tire da bolsa e fique com uma foto do QR Code no celular.

COMO ESCOLHER A HOSPEDAGEM

A oferta de acomodação é grande e além da localização você deve estar atento ao conforto oferecido. Podemos classificar as pousadas em luxuosas, intermediárias, simples e domiciliares. A hospedagem é cara, mas temos que levar em consideração que o custo para se manter uma hospedagem por lá não é baixo: tudo vem do continente, inclusive parte do staff das pousadas, que mantêm alojamento para eles. Muitas acomodações domiciliares viraram pousadas, então a oferta de opções mais baratas diminuiu.

Visitamos mais de 10 pousadas entre luxuosas e intermediárias e ficamos encantados com o capricho e dedicação em cada uma delas. Visitamos também uma acomodação que era domiciliar e virou pousada, é uma boa opção para quem não busca luxo, ideal para casais sem filhos.

DICA: Mesmo que você não esteja buscando luxo, saiba que o frigobar no quarto salvou a nossa vida várias vezes, fizemos compras no mercado e pudemos gelar vinho e água. Frigobar é um artigo de luxo em função da economia de energia.

Nossa escolha foi a Pousada Colina Spa. Eles oferecem dois tipos de acomodação: apartamentos e bangalôs. Os apartamentos são um pouco menores e os bangalôs tem piscina privativa. Em Noronha há uma grande preocupação com o consumo de energia, mas a pousada oferece frigobar no quarto e piscina aquecida. Nós achamos a melhor opção de custo benefício, pois é uma pousada luxuosa, com acomodações novas e preço acessível.

Conheça as pousadas que visitamos no nosso perfil do Instagram.

COMO SE LOCOMOVER NA ILHA

TAXI

Normalmente é fácil circular de táxi, mas durante a alta temporada eles podem ficar mais escassos. O valor é tabelado, não há taxímetro, qualquer corrida tem a tarifa mínima de R$ 23. O que não nos espantou já que pagamos R$ 8,29 pelo litro de gasolina, em 6 dias nós gastamos quase um tanque do buggy, em torno de R$ 190.

BUGGY

A forma mais típica para se locomover é alugar um buggy. Tem prós e contras! O combustível é caro, não é exatamente confortável, eles quebram facilmente e as locadoras não tem outro disponível para substituir, não é exatamente confortável.

Mesmo assim esta foi nossa escolha. Nosso grupo era de 2 casais, tínhamos liberdade para circular, era fácil estacionar e entramos logo no clima da ilha. O conforto foi garantido já que não estava tão quente e não choveu.

Uma diária custa em torno de R$ 400,00 na baixa temporada. Existem locadoras que cobram menos, mas eu diria para você só alugar se tiver referência sobre a qualidade e manutenção dos buggys.

O Waze funciona no 3G mas às vezes falha, entretanto é muito fácil se localizar e circular pela ilha, então nós não passamos perrengue.

4×4

É possível alugar um carro 4×4, o que também tem prós e contras. Uma diária custa em torno de R$ 600 na baixa temporada, é um pouco mais chato para estacionar, mas você terá o conforto do ar condicionado e vai evitar o perrengue de quebrar no meio do caminho.

Nós achamos muito divertido circular de buggy, mas nós somos sempre a favor das experiências mais autênticas! Se você for aventureiro, vale experimentar. E se for com criança, é sem dúvida uma atração para eles! Coloque os cintos e divirta-se.

CONEXÃO

Em muitos pontos da ilha não há sinal de celular ou internet. 4G é artigo de luxo por lá, rs. WIFI nós só tivemos mesmo dentro da nossa pousada, com login de hóspede! Restaurantes não tem e mesmo quando almoçamos ou jantamos em alguma pousada não tínhamos acesso, que fica restrito e dedicado aos hóspedes.

SOBRE A VIDA NA ILHA

A maior parte da energia é gerada a diesel. A água é captada nas chuvas ou dessalinizada, portanto, o que você puder fazer para economizar água e energia é bem vindo, mesmo nas pousadas mais caras. Não preciso dizer que estes recursos custam caro.

Em janeiro de 2020 foi sancionada uma lei que proíbe a entrada a partir de janeiro de 2022 de carros movidos a gasolina, álcool e diesel. Já há vários pontos para recarga dos veículos. Seria uma boa ideia se a fonte de energia fosse outra.

Há também um projeto muito legal para zerar a quantidade de plásticos na ilha. Pouquíssimas embalagens ainda não foram substituídas. Sobraram as garrafas de bebidas e as embalagens de souvenir. Fabricantes deveriam entrar no clima de sustentabilidade da ilha e buscar alternativas.

É incrível ver a consciência dos moradores que mantém os animais seguros e limpeza das ruas e praias.

São pouco mais de 3 mil moradores, quase todos com a primeira dose de vacina de Covid. São classificados entre moradores permanentes, temporários e visitantes.

Fomos atendidos com educação e alegria em todos os lugares que visitamos. Eles cumprimentam e fazem questão de fazer o turista se sentir especial.

Os nativos trabalham muito! A impressão que ficamos é que com o alto custo de vida os moradores muitas vezes fazem bicos ou mais de 1 turno para conseguirem se manter.

Os valores que pagamos no supermercado é o mesmo que os moradores pagam. Nós acabamos fazendo nossas compras no Breakfast que fica na Vila dos Remédios, centro histórico. Certamente tem preços mais altos do que os mercados da Vila do Trinta, por exemplo. Eu estava com receio de passar perrengue com comprinhas por lá, mas tanto o mercado quanto a farmácia me surpreenderam. Tinha muita coisa! Os preços eram um pouco mais altos do que pagamos em São Paulo, mas como já moramos em uma cidade cara não posso falar que era muita diferença.

O custo de moradia é alto também. A ilha está tomada por pousadas e achar um terreno bem localizado é difícil. Azul e Gol estão de parabéns por uma política que pratica tarifas mais baixas para os moradores. Na Gol é só para compra de última hora, mas na Azul moradores podem se programar com até 1 ano de antecedência. Mas há limite de compra por voo então em alguns casos acabam pagando tarifas com preços cheios.

O QUE LEVAR NA MALA

Quando comecei a pensar na mala não me preocupei muito, já que Noronha é mais um destino de praia. Porém, quando comecei a organizar minha lista, percebi que tinha algumas dúvidas.

Primeiro, Noronha não é Trancoso. Diferente de algumas praias badaladas, lá as pessoas se vestem de maneira bem casual. Vestidos são bem vindos, mas nada muito emperequetado (me senti em casa, rs). Homens estão bem vestidos de camiseta em qualquer lugar, mas se quiser garantir uma camisa mais despojada para o caso de um jantar em um restaurante mais arrumadinho, pode levar. Nós levamos, mas o Rodrigo não usou.

O QUE NÃO PODE FALTAR EM UMA MALA PARA NORONHA

  • Agasalho leve para a noite (especialmente se alugar buggy).
  • Tênis (Nunca leve um tênis novo para uma viagem, escolha um que você tenha certeza que é confortável!).
  • Toalhas, cangas e saídas de praia para os passeios e praias sem estrutura.
  • Camiseta manga longa com proteção UV.
  • Pochete para as trilhas, é sempre mais fácil para sacar o celular e tirar aquela foto sem perder o momento.
  • Máscara de mergulho, nadadeiras e snorkel (dá pra alugar lá, mas só a nadadeira custa 20 reais por dia e nós pagamos R$ 200 pelo kit na loja Decathlon.
  • Equipamento para tirar fotos em baixo d’água (Go Pro ou capa impermeável para celular).
  • Protor labial e muito filtro solar (atenção para o retoque no bumbum que fica muito exposto na hora do snorkel).
  • Pomada para aliviar as picadas (nós levamos After Bite e Fenergam).
  • Repelente.
  • Prendedor, condicionador e escova de cabelo para deixar na bolsa (assista aos vídeos no destaque do nosso perfil no Instagram e entenda porquê).

O QUE NÃO PODE FALTAR EM NENHUMA DAS MINHAS MALAS, RS

  • Farmacinha com medicamentos que estou acostumada, sou alérgica e não posso arriscar fora de casa.
  • Casaco impermeável para um dia de chuva ou um passeio de barco.
  • Mochila pequena para levar os passeios, eu tenho uma dobrável, ótima também para viagens com comprinhas.
  • Garrafa térmica para manter a água fresca.
  • Power bank.
  • Baralho.
  • Caixinha de som.
  • Uma sacolinha para levar pra cima e pra baixo.
  • Uma ou duas garrafas de vinho.

O QUE DÁ PRA COMPRAR LÁ

O mercado e a farmácia nos surpreenderam, tinha muita coisa e os preços não são tão diferentes de São Paulo! Nós saímos de São Paulo com aquela sensação de ter que levar tudo para não passar perrengue, mas não é bem assim.

Além disso, a nossa pousada oferecia uma caixa térmica que levamos todos os dias nos passeios. Sempre quando saíamos a primeira parada era para comprar gelo. Foi um sucesso!

Vale a pena comprar água para deixar no frigobar da pousada, mas vinho é bom levar na mala. A maioria dos restaurantes cobra R$ 50 de rolha, então nós sempre levávamos o nosso vinho. Era a certeza de tomarmos um bom vinho e não pagarmos os olhos da cara.

CUIDADOS COM O CABELO

Sim! O cabelo tem uma sessão no meu post! Porque eu adoraria ter recebido estas dicas antes de ir. Noronha demanda cuidados extras com o cabelo. A quantidade de horas que meu cabelo passou no mar é infinitamente superior a qualquer outra viagem que já fiz. E o vento do buggy então?

Eu não tenho o hábito de secar o cabelo com secador. A m*** já começa aí. Pensa que eu saí todos os dias com o cabelo molhado e sequei ao vento do buggy. Não chegava aos restaurantes para jantar coma cara do Rei Leão graças à progressiva que fiz antes de ir.

Antes de entrar no mar, se tiver cabelos compridos faça uma trança ou um coque alto que não atrapalha na hora de colocar a máscara, mas não use apenas um rabo de cavalo. Além do cabelo ficar mais preso e não atrapalhar, depois que você sair do mar não vai gastar o vidro inteiro de condicionador. E Tenha sempre na bolsa prendedor, condicionador e escova de cabelo.

CURSO DE MERGULHO ANTES DA VIAGEM

No primeiro momento a nossa ideia era fazer o curso de mergulho em São Paulo para fazermos o mergulho de check out (o primeiro mergulho certificado) em Noronha. O Carlos já tem o curso e já mergulhou mundo a fora. Mas eu, o Rodrigo e a Giu não.

Como eu disse, nosso tempo para organizarmos a viagem era curto e o curso de mergulho envolve aulas teóricas e práticas em piscina. São 2 dias em período integral aos finais de semana ou 1 semana inteira a noite. Além disso, o investimento do curso + equipamento básico (máscara, snorkel e nadadeiras) + mergulho de check-out é alto (torno de R$ 3.500 por pessoa). O mergulho de check out em Noronha é o mais caro e mais legal do Brasil. Mas eu tinha muitas dúvidas se mergulho seria minha área rsrsrsr. Eu tenho muita aflição de ficar sem ar.

Fizemos em Noronha o mergulho de batismo para não certificados, onde cada mergulhador desce acompanhado por um instrutor e faz um mergulho mais rápido em áreas não tão profundas. Foi sensacional. Conseguimos ver raias, tartarugas, lagostas e uma infinidade de cardumes de peixes coloridos. Só ficou faltando mesmo o tubarão que decidiu não dar as caras.

O QUE FAZER

OS TOURS QUE RECOMENDAMOS

Não saia de casa sem ter os tours comprados. Além da pandemia deixar alguns passeios com operação reduzida, a experiência de viagem muda quando você contrata um serviço de qualidade. Nós valorizamos muuuito bons guias e bons instrutores de mergulho por exemplo. Nós vimos alguns locais não credenciados oferecendo serviços de guia, nós não recomendamos. Contratando um guia credenciado você colabora com a sustentabilidade do destino, aumenta a chance de ter uma boa experiência e garante mais segurança durante os passeios.

Algumas trilhas só podem ser feitas com guias credenciados e agendadas quando você chega a Noronha. A mais procurada é a do Atalaya. Dependendo da época do ano, você precisa passar 10 dias na ilha para conseguir fazer esta trilha. A lista de agendamento pode ser longa. O ideal é chegar em Noronha e já ir até o Centro de Visitantes na Vila do Boldró se quiser fazer alguma trilha agendada. Consulte o horário de funcionamento. Neste momento está abrindo das 16h às 20h.

Dica: Se for a sua primeira vez na ilha não se preocupe em ficar de fora das trilhas agendadas. O que não falta por lá é atividade para ocupar seus dias.

Alguns tours não podem ficar de fora! Vou listar aqui:

ILHA TOUR: É um 4×4 que percorre a ilha toda. Nós indicamos para quem tem pouco tempo ou prefere fazer o reconhecimento do destino quando viaja. Assim nos outros dias você consegue organizar seus dias para voltar nos pontos que mais gostou.

MERGULHO: Sem dúvida o grande atrativo da ilha é a vida marinha. Não deixe de levar a sua máscara + snorkel + nadadeira em todas as praias que você for. Além disso, faça pelo menos um mergulho com cilindro. Se você não tiver feito o curso como nós, pode fazer o mergulho para não credenciados com um instrutor te acompanhando.

PASSEIO DE BARCO: É uma ótima forma de conhecer as praias do mar de dentro, fazer snorkel e experimentar o Plana Sub um esporte típico de Fernando de Noronha em você mergulha com uma prancha enquanto o barco te puxa. Foi durante este passeio que vimos uma quantidade imensa de golfinhos que acompanhou o nosso barco. Foi incrível!

CANOA HAVAINA: Quando eu ouvi esta história da canoa havaiana pela primeira vez eu achei o maior mico. Eu imaginei uma canoa da Moana cheia de florzinha dentro rsrsrsr. O passeio é legal principalmente se você pega o primeiro horário para ver o nascer do sol que é lindo e tem a alegria de ver os golfinhos bem de pertinho. Pela manhã a probabilidade é maior dos golfinhos aparecerem.

TOUR GUIADO: Você pode contratar um guia para te levar nos melhores spots de snorkel, fazer uma trilha com segurança ou te levar de uma praia a outra no mar de dentro. Você até pode fazer isso sozinho, mas as dicas de um local podem te trazer experiências únicas e garantir a sua segurança na hora de uma trilha. Os locais sabem por exemplo que você precisa respeitar o horário da maré antes de andar pelas pedras de uma praia a outra.  Foi graças ao nosso guia que fomos em um spot tão certeiro que nadamos com 6 tubarões. Foi incrível! E depois ele nos levou ao Alagados, uma baía onde as tubaroas rsrsrsr vão para ter bebês. Como junho é época de reprodução de tubarões lixas nós conseguimos contar 27 tubarões. Março também é um bom mês porque é época de reprodução do tubarão-limão.

MAIS DICAS:

PRAIA DO LEÃO: Quando visitar a Praia do Leão não deixe de caminhar pela orla até o final da praia. Muita gente acaba parando no mirante e não desce até a praia que é maravilhosa! O mar é bastante agitado e nesta época do ano é desaconselhado entrar no mar. Mas o passeio foi tão legal que além dos ninhos das tartarigas que tem por lá nós vimos 2 tubarõeszinhos bem no rasinho.

PRAIA DO SANCHO: Considerada por 5 vezes a praia mais bonita do mundo, vale repetir a visita em horários diferentes (pela terra e pelo mar). Pela manhã a praia é mais cheia por causa dos turistas que vão com os guias do Ilha Tour. Para acessar a praia você precisa descer uma escada vertical com uns 200 degraus. A escada tem horário de descida e subida. O horário que a praia fica mais vazia é perto do fim do horário de subida, quando a maior parte das pessoas já subiu. Mas não perca o horário se não quiser ficar mais 1 hora na praia.

PRAIAS DO MAR DENTRO: É muito legal atravessar de uma praia para outra, mas eu recomendo contratar um guia que vai saber o melhor trajeto e o melhor horário de acordo com a maré.

PÔR DO SOL: Um final de tarde no Mergulhão não pode faltar na viagem de ninguém. Não sei se estou exagerando, mas este foi um dos pontos mais altos para nós! Reserve uma mesa na frente para acompanhar o pôr do sol de camarote.

ONDE COMER

DICA: Reserve todos os restaurantes!

A comida em Noronha é muito gostosa e é difícil errar. Os restaurantes são bem caros e se quiser você pode comer lagosta todo dia pagando quase a mesma coisa que no prato de peixe. Apesar do mar de Noronha ter lagosta e polvo em abundância, a pesca é proibida, então isto também vem do continente, por isso tudo é tão caro. Os restaurantes também podem sofrer com a falta de algum ingrediente se não se planejarem.

Vou listar as experiências que tivemos:

No Pôr do Sol:

MERGULHÃO: O melhor pôr do sol com melhor comida, drinks e ambiente. Reserve com antecedência uma mesa na frente que o espetáculo está garantido.

BAR DO MEIO: O final da tarde é lindo, mas o bar tem consumação mínima nas melhores mesas e você precisa chegar cedo se não tiver reserva. A comida não é nada de mais e os drinks são um pouco aguados.

MUSEU DOS TUBARÕES: A comida não é boa, mas o lugar é bem legal. Melhor ir para tomar um drink e visitar a lojinha que tem umas coisas legais.

No Almoço:

NANNAI: Foi a melhor lagosta e melhor prato que comemos! O visual é maravilhoso e o hotel é lindo!

MARAVILHA: A vista e um espetáculo. O prato famoso é o polvo. Se você não gosta de comida picante não peça!

MORENA: Vista para a Montanha do Pico, atendimento excelente (aliás este é o ponto mais forte da pousada) e drinks elaborados.

VARANDA: Nós não conseguimos comer, mas eu amei o ambiente que tem uma linda vista!

No Jantar:

MESA DA ANA: A chef Ana e seu marido recebem os convidados na casa que costumava ser deles. O cardápio é adaptado aos ingredientes disponíveis na ilha com toque sofisticado. A noite acontece com muitas histórias de um morador que está há mais de 30 anos na ilha. A reserva normalmente deve ser feita com pelo menos 2 meses de antecedência. Nós demos sorte porque com a pandemia houve uma desistência e nós conseguimos ir.

DELÍCIAS DA NA: Este foi o único que repetimos. O restaurante é simples, a comida deliciosa e os preços melhores hehehe. O destaque do menu é o camarão no varal que é empanado, bem sequinho e tem uma apresentação linda! Os camarões chegam pendurados em um mini varal. A lagosta é sensacional. Os pratos são super bem servidos. Cuidado para não exagerar no pedido.

CACIMBA: Na Vila dos Remédios, super aconchegante e com a área de espera mais legal da ilha. A comida é gostosa e vale para almoço ou jantar.

Não posso deixar de fora o Gelato Paradiso! O sorvete é uma delícia e tem sabores exóticos e locais como bolo de rolo e tapioca. Aliás aproveite toda oportunidade que tiver de comer bolo de rolo. São camadas bem fininhas com recheio de goiabada. Huuuummm.

Quer ver mais fotos: Acesse nosso perfil no Instagram: @assessorato_viagens

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